Notei que a lua me surgecom seu luar cobiçante
semidespida de nuvens
ela se expõe e se esconde.
O olhar que a lua me lança
tem ânsias de iluminar
mas sei se der confianças
alucino de tanto olhar...
Para ensinar querer vê-la
ela atira do sol que apanha
e ao encenar que me ganha
apaga todas as estrelas.
Ilhada então nas distâncias
aluada de insinuâncias,
alada, caminha nua...
E eu, que sofro de infância
consigo a minha esperança
e persigo as pegadas suas.
(Altair de Oliveira)
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